O desfile da Tufi Duek foi aberto por um exército de modelos vestidas de branco. Neste inverno o estilista Eduardo Pombal se inspirou no livro do escritor Norman Mailer, que retrata a viagem do homem à lua nos anos 60, como ponto de partida para criar uma coleção que brinca com o conceito do fosco e do brilhante.
Observamos peças futuristas com um "quê" de anos 60, as silhuetas se assemelham às formas de foguetes, são alongadas, rígidas e secas, mas com volume nas barras das saias. Houve bastante mistura, como os vestidos repletos de minipaetês prateados que davam contraponto com calças tipo motocross bem opacas.
Saias mídi ganharam fôlego com fendas que iam até a metade da coxa e, assim como as saias, as camisas também terminavam em babados. A textura de alguns tecidos lembrava fortemente a superfície da lua, craquelada e branca. As fivelas pesadas dos cintos que alguns vestidos carregavam, representavam o maquinário necessário para se chegar ao espaço.
Atenção especial para os anéis que prendem o dedão e o indicador. Com um desfile encantador, cheio de história e luxuoso, a Tufi Duek mostra a que veio com muito glamour!
Por Maíra Alves






